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Exercícios Nbr 6118/03 – Projeto de Estruturas de Concreto Armado


1. Objetivo
2. Referências Normativas
3. Definições
3.1. Definições de concreto estrutural
(V) Concreto estrutural é o termo que se refere ao espectro completo das aplicações do concreto como material estrutural.
(F) Elementos de concreto simples estrutural são elementos estruturais elaborados com concreto que não possui qualquer tipo de armadura, ou que a possui em quantidade superior ao mínimo exigido para o concreto armado.
(V) Elementos de concreto armado são aqueles cujo comportamento estrutural depende da aderência entre concreto e armadura, e nos quais não se aplicam alongamentos iniciais das armaduras antes da materialização dessa aderência.
(V) Elementos de concreto protendido são aqueles nos quais parte das armaduras é previamente alongada por equipamentos especiais de protensão com a finalidade de, em condições de serviço, impedir ou limitar a fissuração e os deslocamentos da estrutura e propiciar o melhor aproveitamento de aços de alta resistência no estado limite último (ELU).
(V) Armadura passiva é qualquer armadura que não seja usada para produzir forças de protensão, isto é, que não seja previamente alongada.
(V) Armadura ativa (de protensão) é constituída por barra, fios isolados ou cordoalhas, destinada à produção de forças de protensão, isto é, na qual se aplica um pré-alongamento inicial.
(F) Concreto com armadura ativa pré-tracionada (protensão com aderência inicial) é o concreto protendido em que o pré-alongamento da armadura ativa é feito utilizando-se apoios independentes do elemento estrutural, antes do lançamento do concreto, sendo a ligação da armadura de protensão com os referidos apoios desfeita após o endurecimento do concreto; a ancoragem no concreto não se realiza por aderência.
(F) Concreto com armadura ativa pós-tracionada (protensão com aderência posterior) é o concreto protendido em que o pré-alongamento da armadura ativa é realizado após o endurecimento do concreto, sendo utilizados, como apoios, partes do próprio elemento estrutural, criando posteriormente aderência com o concreto de modo temporário, através da injeção de bainhas.
(V) Concreto com armadura ativa pós-tracionada sem aderência (protensão sem aderência) é o concreto protendido em que o pré-alongamento da armadura ativa é realizado após o endurecimento do concreto, sendo utilizados, como apoios, partes do próprio elemento estrutural, mas não sendo criada aderência com o concreto, ficando a armadura ligada ao concreto apenas em pontos localizados.
(F) Junta de concretagem é qualquer interrupção do concreto com a finalidade de reduzir tensões externas que possam resultar impedimentos a qualquer tipo de movimentação da estrutura, principalmente em decorrência da retração ou abaixamento da temperatura.
(V) Junta de concretagem parcial é a redução de espessura igual ou maior a 25% da seção de concreto.
3.2. Definições de estados limites
(F) Estado limite último (ELU) é o estado limite relacionado ao colapso, ou a qualquer outra forma de ruína estrutural, mas que não determine a paralisação do uso da estrutura.
(V) Estado limite de formação de fissuras (ELS-F) é o estado em que se inicia a formação de fissuras. O estado limite de abertura (ELS-W) das fissuras apresenta valores máximos à abertura de fissuras.
(V) Estado limite para deformações excessivas (ELS-DEF) é o estado em que as deformações atingem os limites estabelecidos para a utilização normal.
(F) Estado limite de descompressão (ELS-D) é o estado no qual em um ou mais pontos da seção transversal a tensão normal é nula, não havendo tração no restante da seção. Verificação usual no caso de concreto armado e protendido.
(V) Estado limite de descompressão parcial (ELS-DP) é o estado no qual se garante a compressão na seção transversal, na região onde existe armaduras ativas. Essa região deve se estender até uma distância x da face mais próxima da cordoalha ou da bainha de protensão.
(F) Estado limite de compressão excessivas (ELS-CE) é o estado em que as tensões de compressão atingem o limite convencional estabelecido. Usual no caso de concreto armado na ocasião da aplicação da protensão.
(V) Estado limite de vibrações excessivas (ELS-VE) é o estado em que as vibrações atingem os limites estabelecidos para a utilização normal da construção.
3.3. Definição relativa aos envolvidos no processo construtivo
4. Simbologia
4.1. Generalidades
4.2. Símbolos-base
4.3. Símbolos subscritos
5. Requisitos gerais de qualidade da estrutura e avaliação da conformidade do projeto
5.1. Requisitos de qualidade da estrutura
(V) A capacidade resistente consiste basicamente na segurança à ruptura.
(V) O desempenho em serviço consiste na capacidade da estrutura manter-se em condições plenas de utilização, não devendo apresentar danos que comprometam em parte ou totalmente o uso para o qual foi projetada.
(V) A durabilidade consiste na capacidade da estrutura resistir às influências ambientais previstas e definidas em conjunto pelo autor do projeto estrutural e o contratante, no início dos trabalhos de elaboração do projeto.
5.2. Requisitos de qualidade do projeto
(F) Além da capacidade resistente, do desempenho em serviço e da durabilidade da estrutura, a qualidade da solução estrutural deve ainda considerar as condições arquitetônicas, funcionais, construtivas, estruturais, de integração com os demais projetos (elétrico, hidráulico, ar-condicionado e outros) explicitadas pelos responsáveis técnicos de cada especialidade com ou sem a anuência do contratante.
(V) Exigências particulares podem, por exemplo, consistir em resistência a explosões, ao impacto, aos sismos, ou ainda relativas à estanqueidade, ao isolamento térmico ou acústico.
(F) Com o objetivo de garantir a qualidade da execução de uma obra, com base em um determinado projeto, medidas preventivas podem ser tomadas desde o início dos trabalhos. Essas medidas devem englobar a discussão e aprovação das decisões tomadas, a distribuição dessas e outras informações pelos elementos pertinentes da equipe multidisciplinar e a programação coerente das atividades, respeitando as regras lógicas de precedência.
5.3. Avaliação da conformidade do projeto
6. Diretrizes para durabilidade das estruturas de concreto
6.1. Exigências de durabilidade
6.2. Vida útil de projeto
(V) Por vida útil de projeto, entende-se o período de tempo durante o qual se mantêm as características das estruturas de concreto, desde que atendidos os requisitos de uso e manutenção prescritos pelo projetista e pelo construtor, bem como de execução dos reparos necessários decorrentes de danos acidentais.
(F) O conceito de vida útil aplica-se à estrutura como um todo. Dessa forma, determinadas partes das estruturas não podem merecer consideração especial com valor de vida útil diferente do todo.
6.3. Mecanismos de envelhecimento e deterioração
(V) Os mecanismos de deterioração compreendem os relativos ao concreto, à armadura e à estrutura propriamente dita.
6.4. Agressividade do ambiente
7. Critérios de projeto que visam a durabilidade
7.1. Simbologia específica desta seção
7.2. Drenagem
(V) Todas as juntas de movimento ou de dilatação, em superfícies sujeitas à ação de água, devem ser convenientemente seladas, com disposição de ralos e condutores.
(F) Todos os topos de platibandas e paredes devem ser protegidos por rufos. Todos os beirais devem ter pingadeiras e os encontros a diferentes níveis devem ser protegidos por chapins.
7.3. Formas arquitetônicas e estruturais
(V) Deve ser previsto em projeto o acesso para inspeção e manutenção de parte da estrutura com vida útil inferior ao todo, tais como aparelhos de apoio, caixões, insertos, impermeabilizações e outros.
7.4. Qualidade do concreto de cobrimento
(V) Não é permitido o uso de aditivos contendo cloreto na sua composição em estruturas de concreto armado ou protendido.
(V) A proteção das armaduras ativas externas deve ser garantida pela bainha, completada por graute, calda de cimento Portland sem adições, ou graxa especialmente formulada para esse fim. Atenção especial deve ser dedicada à proteção contra corrosão das ancoragens das armaduras ativas.
(F) O cobrimento mínimo da armadura é o maior valor que deve ser respeitado ao longo de todo o elemento considerado e que se constitui num critério de aceitação.
(V) O cobrimento nominal é o cobrimento mínimo acrescido da tolerância de execução. Nas obras corrente a tolerância de execução deve ser maior ou igual a 10 mm.
(V) Permite-se a redução dos cobrimentos nominais e mínimos em 5 mm.
(F) O cobrimento nominal de uma barra deve ser menor ou igual ao diâmetro da mesma.
(V) O cobrimento nominal de uma barra deve ser maior ou igual à metade do diâmetro da respectiva bainha.
(V) A dimensão máxima característica do agregado graúdo utilizado no concreto não pode superar 20% da espessura nominal do cobrimento.
7.5. Detalhamento das armaduras
7.6. Controle da fissuração
7.7. Medidas especiais
7.8. Inspeção e manutenção preventiva
8. Propriedades dos materiais
8.1. Simbologia específica desta seção
8.2. Concreto
8.2.1. Classes
(V) A nbr 6118 se aplica a concretos até C50. A classe C20, ou superior, se aplica a concreto com armadura passiva e a classe C25, ou superior, a concreto com armadura ativa. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações e em obras provisórias.
8.2.2. Massa específica
8.2.3. Coeficiente de dilatação térmica
8.2.4. Resistência à compressão
(V) Quando não for indicada a idade, as resistências referem-se à idade de 28 dias.
8.2.5. Resistência à tração
8.2.6. Resistência no estado multiaxial de tensões
8.2.7. Resistência à fadiga
8.2.8. Módulo de elasticidade
8.2.9. Coeficiente de Poisson e módulo de elasticidade transversal
8.2.10. Diagramas tensão-deformação
8.3. Aço de armadura passiva
8.3.1. Categoria
(V) Nos projetos de estruturas de concreto armado deve ser utilizado aço classificado pela NBR 7480 com o valor característico da resistência de escoamento nas categorias CA-25, CA-50 e CA-60. Os diâmetros e seções transversais nominais devem ser estabelecidos na NBR 7480.
8.3.2. Tipo de superfície
(F) Os fios e barras podem ser lisos não providas de saliências ou mossas.
8.3.3. Massa específica
8.3.4. Coeficiente de dilatação térmica
8.3.5. Módulo de elasticidade
8.3.6. Diagrama tensão-deformação, resistência ao escoamento e à tração
8.3.7. Características de durabilidade
8.3.8. Resistência à fadiga
8.3.9. Soldabilidade
8.4. Aço de armadura ativa
8.4.1. Classificação
8.4.2. Massa específica
8.4.3. Coeficiente de dilatação térmica
8.4.4. Módulo de elasticidade
8.4.5. Diagrama tensão-deformação, resistência ao escoamento e à tração
8.4.6. Características de ductilidade
8.4.7. Resistência à fadiga
8.4.8. Relaxação
9. Comportamento conjunto dos materiais
9.1. Simbologia específica desta seção
9.2. Disposições gerais
9.2.1. Generalidades
9.2.2. Níveis de protensão
9.3. Verificação da aderência
(V) Consideram-se em boa situação quanto à aderência os trechos das barras com inclinação maior que 45º sobre a horizontal.
9.4. Ancoragem das armaduras
9.4.1. Condições gerais
(V) Todas as barras devem ser ancoradas de forma que os esforços a que estejam submetidos sejam integralmente transmitidos ao concreto, seja por meio de aderência ou dispositivos mecânicos ou combinação de ambos.
9.4.2. Ancoragem das armaduras passivas por aderência
(V) As barras comprimidas devem ser ancoradas sem ganchos.
(F) Os ganchos das amaduras das extremidades das barras da armadura longitudinal de compressão podem ser semicirculares, em ângulo de 45º (interno) e em ângulo reto. Para as barras lisas os ganchos devem ser semicirculares.
9.4.3. Ancoragem de feixes de barras por aderência
9.4.4. Ancoragem de telas soldadas por aderência
9.4.5. Ancoragem de armaduras ativas (fios e cordoalhas pré-aderentes) por aderência
9.4.6. Ancoragem dos estribos
9.4.7. Ancoragem por meio de dispositivos mecânicos
9.5. Emendas das barras
9.5.1. Tipos
(V) As emendas das barras podem ser feitas através de traspasse, por luvas com preenchimento metálico, por solda ou por outros dispositivos devidamente justificados.
9.5.2. Emendas por traspasse
(V) Esse tipo de emenda não é permitido para barras de bitola maior que 32 mm, nem para tirantes e pendurais (elementos estruturais lineares de seção inteiramente tracionada).
(V) Consideram-se como na mesma seção transversal as emendas que se superpõem ou cujas extremidades mais próximas estejam afastadas de menos de 20% do comprimento do trecho de traspasse.
(V) Quando as barras tem diâmetros diferentes, o comprimento de traspasse deve ser calculado pela barra de maior diâmetro.
(V) Existe uma proporção máxima de barras tracionadas da armadura principal emendadas por traspasse na mesma seção transversal do elemento estrutural. Quando se tratar de armadura permanentemente comprimida ou de distribuição, todas as barras podem ser emendadas na mesma seção.
(V) Em barras tracionadas isoladas, quando a distância livre entre barras emendadas for maior que 4 vezes o diâmetro, a armadura transversal na emenda deve ser justificada.
(V) Nos casos em que o diâmetro for maior ou igual a 16 mm ou quando a proporção de barras emendadas na mesma seção for maior ou igual a 25%, a armadura transversal deve ser constituída por barras fechadas se a distância entre as duas barras mais próximas de duas emendas na mesma seção for menor que dez vezes o diâmetro da barra emendada.
(V) Nos casos em que o diâmetro for maior ou igual a 16 mm ou quando a proporção de barras emendadas na mesma seção for maior ou igual a 25%, a armadura transversal deve concentrar-se nos terços extremos da emenda.
(V) Em emendas de barras comprimidas devem ser mantidos os critérios de barras tracionadas, com pelo menos uma barra de armadura transversal posicionada 4 vezes o diâmetro das extremidades da emenda.
(V) Podem ser feitas emendas por traspasse em feixes de barras quando as barras constituintes do feixe forem emendadas uma de cada vez, sem que em qualquer seção do feixe emendado resulte em mais de quatro barras. As emendas das barras do feixe devem ser separadas entre si 1,3 vez o comprimento de emenda individual de cada uma.
9.5.3. Emendas por luvas rosqueadas
(V) Para esse tipo de emenda, as luvas rosqueadas devem ter resistência maior que as barras emendadas.
9.5.4. Emendas por solda
(V) As emendas por solda podem ser de topo por caldeamento (para bitola não menor que 10 mm), de topo com eletrodo (para bitola não menor que 20 mm), por traspasse (com pelo menos dois cordões de solda longitudinais, cada um deles com comprimento não inferior a 5 vezes o diâmetro) ou com barras justapostas (com cordões de solda longitudinais, fazendo-se coincidir o eixo baricêntrico do conjunto com o eixo longitudinal das barras emendadas, devendo cada cordão ter comprimento de pelo menos 5 vezes o diâmetro).
(V) As emendas por solda podem ser realizadas na totalidade das barras em uma seção transversal do elemento estrutural.
(V) Devem ser consideradas como na mesma seção as emendas que de centro a centro estejam afastadas entre si menos que 15 vezes o diâmetro medidos na direção do eixo da barra.
(V) A resistência de cada barra emendada deve ser considerada sem redução.
(V) Em caso de barra tracionada e havendo preponderância de carga acidental, a resistência deve ser reduzida em 20%.
9.6. Protensão
9.6.1. Força de protensão
9.6.2. Introdução das forças de protensão
9.6.3. Perdas da força de protensão
10. Segurança e estados limites
Continuar...

13. Dimensões limites
13.1. Simbologia específica desta seção
13.2. Dimensões limites
13.2.1. Introdução
(F) A prescrição de valores limites mínimos para as dimensões de elementos estruturais de concreto tem como objetivo evitar um desempenho inaceitável para os elementos estruturais e propiciar condições de execução inadequadas.
13.2.2. Vigas e vigas-parede
(V) A seção transversal das vigas não deve apresentar largura menor que 12 cm e das vigas-parede, menor que 15 cm. Estes limites podem ser reduzidos, respeitando-se um mínimo absoluto de 10 cm em casos excepcionais.
13.2.3. Pilares e pilares-parede
(V) A seção transversal de pilares e pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não deve apresentar dimensão menor que 19 cm. Em casos especiais, permite-se a consideração de dimensões entre 19 cm e 12 cm.
13.2.4. Lajes
13.2.4.1. Lajes maciças
- Nas lajes maciças devem ser respeitados os seguintes limites mínimos para a espessura. Associe a primeira coluna à segunda:
a) lajes de piso ou de cobertura em balanço
b) lajes de cobertura não em balanço
c) lajes lisas
d) lajes com protensão apoiadas em vigas
e) lajes que suportem veículos de peso total maior que 30KN
f) lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30KN
g) lajes cogumelos

(g) 14 cm
(b) 5 cm
(a) 7 cm
(f) 10 cm
(e) 12 cm
(d) l/42 ou l/50
(c) 16 cm

13.2.4.2. Lajes nervuradas
(V) A espessura da mesa, quando houver tubulações horizontais embutidas, deve ser maior ou igual a 1/15 da distância entre nervuras e não menor que 3 cm.
(V) O valor mínimo absoluto deve ser 4 cm, quando existirem tubulações embutidas de diâmetro máximo de 12,5 mm.
(V) A espessura das nervuras não deve ser inferior a 5 cm.
(V) Nervuras com espessura menor que 8 cm não devem conter armadura de compressão.
(V) Para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras menor ou igual a 65 cm, pode ser dispensada a verificação da flexão da mesa.
(V) Para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras entre 65 cm e 110 cm, exige-se a verificação da flexão da mesa e as nervuras devem ser verificadas ao cisalhamento como vigas.
(V) Para lajes nervuradas com espaçamento entre eixos de nervura maior que 110 cm, a mesa deve ser projetada como laje maciça, apoiada na grelha de vigas, respeitando-se os seus limites mínimos de espessura.
13.2.5. Furos e aberturas
(V) De maneira geral os furos têm dimensões pequenas em relação ao elemento estrutural enquanto as aberturas não. Um conjunto de furos muito próximos deve ser tratado como uma abertura.
13.2.5.1. Furos que atravessam vigas na direção de sua largura
(V) Para dispensa da verificação da resistência, a abertura em zona de tração e a face de apoio devem distar no mínimo 2h (h= altura da viga).
(V) Para dispensa da verificação da resistência, a dimensão da abertura deve ser no máximo igual a 12 cm e h/3.
(V) Para dispensa da verificação da resistência, a distância entre faces de aberturas, num mesmo tramo, deve ser de no mínimo 2h.
13.2.5.2. Aberturas que atravessam lajes na direção de sua espessura
(V) Em lajes lisas ou lajes-cogumelo, a verificação de resistência e deformação deve ser sempre realizada.
(V) Para dispensa da verificação da resistência em lajes armadas nas duas direções, as dimensões da abertura devem corresponder no máximo a 1/10 do vão menor da laje.
(V) Para dispensa da verificação da resistência em lajes armadas nas duas direções, a distância entre a face de uma abertura e a borda livre da laje deve ser igual ou maior que ¼ do vão, na direção considerada.
(V) A distância entre faces de aberturas adjacentes deve ser maior que a metade do menor vão.
13.2.6. Canalizações embutidas
(V) Canalizações embutidas são aberturas segundo o eixo longitudinal de um elemento linear, contidas em um elemento de superfície ou imersas no interior de um elemento de volume.
(V) Os elementos estruturais não devem conter canalizações embutidas em canalizações sem isolamento com temperatura que se afaste de mais de 15ºC da temperatura ambiente;
(V) Os elementos estruturais não devem conter canalizações embutidas em canalizações destinadas a suportar pressões internas maiores que 0,3 MPa.
(V) Os elementos estruturais não devem conter canalizações embutidas em pilares de concreto, quer imersas no material ou em espaços vazios internos ao elemento estrutural, sem a existência de aberturas para drenagem.
13.3. Deslocamentos limites
(V) Deslocamentos limites são valores práticos utilizados para verificação em serviço do estado limite de deformações excessivas das estruturas. São classificados em quatro grupos.
(V) Na aceitabilidade sensorial o limite é caracterizado por vibrações indesejáveis ou efeito visual desagradável.
(V) Nos efeitos específicos os deslocamentos podem impedir a utilização adequada da construção.
(V) Nos efeitos em elementos não estruturais os deslocamentos estruturais podem causar o mau funcionamento de elementos que, apesar de não fazer parte da estrutura, estão ligados a ela.
(V) Nos efeitos em elementos estruturais os deslocamentos podem afetar o comportamento do elemento estrutural, provocando afastamento em relação às hipóteses de cálculo adotadas. Se os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado, seus efeitos sobre as tensões ou sobre a estabilidade da estrutura devem ser considerados, incorporando-as ao modelo estrutural adotado.
13.4. Controle da fissuração e proteção das armaduras
13.4.1. Introdução
(V) A fissuração em elementos estruturais de concreto armado é inevitável, devido à grande variabilidade e à baixa resistência do concreto à tração; mesmo sob as ações de serviço (utilização), valores críticos de tensões de tração são atingidos. Visando obter bom desempenho relacionado à proteção das armaduras quanto à corrosão e à aceitabilidade sensorial dos usuários, busca-se controlar a abertura dessas fissuras.
(V) Nas estruturas com armaduras ativas (concreto protendido) existe também, com menor probabilidade, a possibilidade de aparecimento de fissuras. Nesse caso as fissuras podem ser mais nocivas, pois existe a possibilidade de corrosão sob tensão das armaduras.
(V) De maneira geral, a presença de fissuras com aberturas que respeitem o limite, em estruturas bem projetadas, construídas e submetidas às cargas previstas na normalização, não denotam perda de durabilidade ou perda de segurança quanto aos estados limites últimos.
(V) As fissuras podem ainda ocorrer por outras causas, como retração plástica térmica ou devido a reações químicas internas do concreto nas primeiras idades, devendo ser evitadas ou limitadas por cuidados tecnológicos, especialmente na definição do traço e na cura do concreto.
13.4.2. Limites para fissuração e proteção das armaduras quanto à durabilidade
(V) A abertura máxima das fissuras, desde que não exceda valores da ordem de 0,2 mm a 0,4 mm sob ação das combinações freqüentes, não tem importância significativa na corrosão das armaduras passivas.
(V) Como para armaduras ativas existe a possibilidade de corrosão sob tensão, esse limites devem ser mais restritos e função direta da agressividade do ambiente, dada pela classe de agressividade ambiental.
13.4.3. Controle da fissuração quanto à aceitabilidade sensorial e à utilização
(V) No caso de as fissuras afetarem a funcionalidade da estrutura, como, por exemplo, no caso da estanqueidade de reservatórios, devem ser adotados limites menores para as aberturas das fissuras. Para controles mais efetivos da fissuração nessas estruturas, é conveniente a utilização da protensão.
(V) Por controle de fissuração quanto à aceitabilidade sensorial, entende-se a situação em que as fissuras passam a causar desconforto psicológico aos usuários, embora não representem perda de segurança da estrutura. Limites mais severos de aberturas de fissuras podem ser estabelecidos com o contratante, devendo, porém, ser considerado o possível aumento significativo do custo da estrutura.

Exercícios de Provas de Concursos sobre a NBR 6118/ 03

1. CONSULPLAN – CEAGESP/ 2006 – Segundo a NBR 6118, uma fissuração é considerada nociva ao concreto armado, com possibilidade de corrosão da armadura em meios agressivos, quando a abertura das fissuras na superfície do concreto ultrapassar o seguinte valor:
A) 0,1 mm
B) 0,2 mm
C) 0,3 mm
D) 1,0 mm
E) 2,0 mm
2. CESGRANRIO – PETROBRÁS/ 2006 – Para a NBR 6118:2003 – Projeto de Estruturas de Concreto, consideram-se como estando na mesma seção transversal as emendas que se sobrepõem ou cujas extremidades mais próximas tenham afastamento do comprimento do trecho do transpasse menor que:
A) 5%
B) 10%
C) 12%
D) 20%
E) 25%
3. IPAD – Prefeitura Municipal de Buíque/ 2006 – Em relação às normas da ABNT relacionadas ao concreto, é incorreto afirmar:
A) A norma relativa ao método de ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos é a NBR 5739.
B) A norma relativa ao procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova cilíndricos ou prismáticos é a NBR 5738.
C) A norma relativa ao procedimento para projeto e execução de concreto pré-moldado é a NBR 6118.
D) A norma relativa à classificação por grupos de resistência do concreto para fins estruturais é a NBR 8952.
E) A norma relativa ao procedimento para o controle de materiais componentes do concreto é a NBR 12654.
4. IPAD – Prefeitura Municipal de Buíque/ 2006 – Acerca do dimensionamento de estruturas de concreto armado, é incorreto afirmar:
A) Para o dimensionamento, parte dos esforços de tração atuantes na seção é absorvida pelo concreto e o restante pelas barras de aço.
B) De acordo com a NBR 6118, pode-se adotar o diagrama parabólico-retangular para a curva tensão-deformação do concreto em compressão.
C) É aconselhável, nos projetos, que as peças estejam subarmadas ou normalmente armadas, de forma a evitar a ruptura frágil.
D) Para o dimensionamento das seções T é necessária a determinação da largura efetiva da mesa.
E) A aderência das barras de aço ao concreto depende de diversos fatores, dentre os quais, o tipo de barra (nervurada ou lisa) e sua posição (vertical ou horizontal).
5. VUNESP – Prefeitura Municipal de Sorocaba/ 2006 – A fluência é uma das propriedades que caracteriza o comportamento do concreto ao longo do tempo. Seu efeito é tratado na NBR 6118 pelo coeficiente de fluência, o qual:
A) Não é afetado pela umidade ambiente
B) É aplicado apenas nas cargas acidentais
C) Aumenta quanto maior for a espessura fictícia
D) Aumenta quanto mais cedo for o tempo inicial de carregamento
E) Apresenta valor máximo פ = 2
6. VUNESP – Prefeitura Municipal de Sorocaba/ 2006 – A espessura mínima de lajes que estejam sujeitas a carga de veículos de peso total superior a 30 KN é fixada pela NBR 6118 em:
A) 10 cm
B) 12 cm
C) 15 cm
D) 16 cm
E) 20 cm
7. UFPR – SANEPAR/ 2006 – De acordo com os domínios de deformação para o Estado Limite Último, contidos na NBR 6118 – 2004 (Projeto de Estruturas de Concreto), assinale a alternativa INCORRETA:
A) No domínio 2 ocorre escoamento do aço
B) No domínio 3 ocorre escoamento do aço
C) No domínio 4 ocorre escoamento do aço
D) No domínio 3 ocorre ruptura à compressão do concreto
E) No domínio 4 ocorre ruptura à compressão do concreto
8. FUNDATEC – Prefeitura Municipal de Gravataí/ 2006 – Verifique as seguintes assertivas em relação a estruturas de concreto armado:
I – Os estribos de pilares deverão ter diâmetro maior ou igual a 4.2 mm.
II – Concretos da classe C15 (fck 15MPa) poderão ser usadas em obras correntes desde que o fator água/ cimento tenha valor máximo de 0,70.
III – O controle de aberturas de fissuras deve ser feito objetivando garantir a vida útil da estrutura e porque podem causar desconforto psicológico ao usuário.

Quais estão corretas, de acordo com a NBR 6118?

A) Apenas a I.
B) Apenas a III.
C) Apenas a I e a II.
D) Apenas a I e a III.
E) Apenas a II e a III.
9. FUNDATEC – Prefeitura Municipal de São Leopoldo/ 2006 – A NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto – Procedimento) preconiza uma série de limites dimensionais para peças de concreto armado. Em relação a esses limites, afirma-se que:
I – Pilares podem ser executados com no mínimo 10 cm de largura numa das direções, e desde que a área total da seção seja maior ou igual a 360 cm². Nesse caso deverá ser incluído coeficiente adicional específico para as ações.
II – O valor mínimo da mesa em lajes nervuradas é de 3 cm.
III – Lajes de piso não devem ter espessura menor do que 7 cm.
IV – Vigas deverão ter largura mínima usual de 12 cm, e de 10 cm em casos excepcionais.

Quais estão corretas?

A) Apenas a I.
B) Apenas a II e a III.
C) Apenas a I, a III e a IV.
D) Apenas a II, a III e a IV.
E) A I, a II, a III e a IV.
10. ESAF – Ministério Público da União/ 2003 – Segundo a NBR 6118/ 2003, a durabilidade das estruturas é altamente dependente
A) das características do concreto e da espessura e qualidade do concreto do cobrimento da armadura.
B) da espessura e da qualidade do concreto do cobrimento da armadura.
C) das características do concreto utilizado para a estrutura.
D) das características da armadura.
E) do tempo de cura do concreto.

11. FUNDATEC – Prefeitura Municipal de Caxias/ 2007 – A NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto – Procedimento) define conceitos e características mínimas exigíveis dos elementos que constituem peças de concreto armado. Verifique as seguintes assertivas relacionadas a essa norma:

I – O cobrimento mínimo exigido na armadura de uma laje é de 15 mm.
II – Não são admitidos em obra de concreto armado, concretos cuja resistência característica seja menor do eu 20 MPa (calsee C20).
III – A fissuração em elementos de concreto é inevitável, entretanto ela deve ser controlada, pois tem íntima relação com a proteção das armaduras.

Quais estão corretas?

A) Apenas a I.
B) Apenas a II.
C) Apenas a III.
D) Apenas a I e a II.
E) A I, a II e a III.

12. FUNDATEC – Prefeitura Municipal de Caxias/ 2007 - A NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto – Procedimento) define conceitos e características mínimas exigíveis dos elementos que constituem peças de concreto armado. Verifique as seguintes assertivas relacionadas a essa norma:
I – Armadura de pele pode ser entendida como armadura lateral, disposta nas faces da alma, que não faz parte entretanto do conjunto de armaduras que são dimensionadas em função das solicitações de uma viga.
II – Não são admitidos pilares com dimensão menor do que 12 cm, nem área inferior a 360 cm².
III – Mesmo em casos excepcionais, a largura de vigas não deve ser inferior a 12 cm.

Quais estão corretas?

A) Apenas a I.
B) Apenas a II.
C) Apenas a III.
D) Apenas a I e a II.
E) Apenas a II e a III.

GABARITO:
1 - B
2 - D
3 - C
4 - A
5 - D
6 - B
7 - C
8 – B
9 – D
10 – A
11 – E
12 – D

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